Histórias multieducativas: uma narrativa pessoal aplicada ao Workshop Histórias que nos ensinam a aprender 📝
Nesta reflexão sincera e intimista, partilho o meu (in)esperado encontro com o mundo mágico das histórias. Um exemplo de como utilizar o storytelling como ferramenta estratégica de comunicação, e acima de tudo um convite para que cada pessoa potencie os dons e talentos que Deus lhe deu.
Conforme partilhei no meu último artigo, a minha colega Margarida e eu vamos organizar, no próximo dia 21 de Novembro, a 1ª edição do workshop “Histórias que nos ensinam a aprender“. Entre os vários objectivos que pretendemos alcançar na sessão, estes são os principais:
✅ Identificar quais os contextos e ferramentas que favorecem a tua aprendizagem
✅ Adaptar as tuas escolhas de aprendizagem a cada tema e/ou objetivo concreto
✅ Ganhar confiança nas tuas capacidades para arriscar e aprender algo novo
Ora, ao elaborarmos o nosso plano de conteúdos para as redes sociais, houve uma ideia que nos surgiu desde início: “Se estamos a promover um workshop sobre histórias de aprendizagem, precisamos de contar as nossas próprias histórias”.
Desse modo, estamos não só a comunicar as mais-valias da formação, mas a dar um look & feel da experiência que cada participante viverá: mergulhar no oceano das suas memórias de vida, para aí descobrir surpresas, revelações e ensinamentos sobre o seu processo de aprendizagem.
E eis que, após uns momentos de hibernação, lá compus a minha “História multieducativa” – entretanto partilhada na minha página de LinkedIn. Como se pode ver pela fotografia, é um episódio que vem desde a infância, e cujas repercussões permanecem até aos dias de hoje 🙂
Convido-vos, pois, a lê-la com atenção e, já agora, a participar no nosso workshop!
Foram precisos 25 anos para eu descobrir que as histórias faziam parte do meu ADN. Já depois do secundário, de dois cursos superiores, e de começar a trabalhar, é que o instinto narrativo encontrou espaço para respirar.
No dia 5 de Maio de 2017 tive uma espécie de epifania, e a partir daí decidi deixar tudo para trás para passear pelas ruas de Lisboa à procura de algo que ainda não sabia bem o que era, mas que encarava como uma missão: abordar pessoas desconhecidas, e ter conversas interessantes com elas todos os dias.
E quando isso acontecia, algo de fascinante se produzia: uma bolha mágica de conexão, comunhão, liberdade, alegria e plenitude. Na verdade, sempre que uma alma corajosa me dizia “sim”, e a conversa fluía, o dia estava ganho. Mais: assim que chegava a casa, começava a escrever toda a história que tínhamos vivido juntos: como nos conhecemos, onde estávamos, de que falámos, o que pensei, como me senti e as lições que aprendi.
Resumindo: tinha descoberto um superpoder, e queria levá-lo comigo até ao fim.
Esta fase “TVP Vida Selvagem” foi o ponto de partida para, um ano depois, lançar o meu projecto de storytelling: primeiro como criador de conteúdos, e depois como formador de comunicação. Mas será que foi aqui que tudo começou?
Olhando para trás, constato que os sinais estavam todos lá: eu era aquele miúdo que adorava as histórias Disney, que tinha gosto em escrever, e que levava um livro para todo o lado. Na faculdade, durante o meu semestre de intercâmbio no Canadá, comecei a escrever um diário porque sim. Fazia sentido. E mais: era uma urgência. Não podia dizer que não.
O curioso é que nenhum teste psicotécnico nem nenhum departamento de carreiras me foi capaz de dizer que as histórias eram o caminho a seguir. E está tudo bem. Afinal de contas, é da minha responsabilidade saber quem sou; não dos outros.
Com esta revelação aprendi que há uma grande diferença entre “carreira” e “vocação”; entre “competências” e “dons e talentos”. Quando alguém nasce para algo, esse algo não descansa enquanto não é manifestado e realizado nessa pessoa. Porque é um ADN existencial, uma molécula de identidade, um elemento de verdade que traça o destino de cada um ao serviço de um Bem Maior. Talvez por isso eu costume dizer que as histórias salvaram a minha vida.
Se no Matrimónio se diz “não separe o homem o que Deus uniu”, aqui podemos dizer “não perca o homem o que Deus lhe deu”. Esta é uma das minhas “Histórias multieducativas”. No workshop do próximo dia 21 de Novembro, eu e a Margarida queremos ouvir as tuas.
Sabe mais aqui: https://lnkd.in/esVxy7S5
Para mais informações sobre o workshop, acede a uma destas páginas:




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